
Metade entrega
Metade cobrança
Mata.
Não tem complemento, nem nominal, nem verbal. Não tem adjunto.
Metade.
Meta de vida: inteiro.
Um olho sorri, o outro enxerga.
Furar um olho?
Qual?
Meta de vida: horizonte.
Uns dedos chamam
outros acenam adeus.
Vou... fico...
permaneço.
Com Deus, ou sem ele?
Meta de vida: completude.
Escravos de Jó?
Passa anel, ou pego?
Peco.
Desejo. Dieta.
Fraqueza ou metal?
Pintado ou cravado?
Triste ou Feliz?
“Cicatriz e tinta”?
Metade.
Cubo de vida. Janela aberta.
Frestas, apenas.
Festas! Lágrimas...
Passos! De passarinho.
Tem asas? Cortadas?
Pobrezinha.
Meta de vida: não ser vítima.
Livres punhos?
Mãos atadas?
À chave. Vamos a ela?
“Poesia, mulher, poesia!”
Metade – não basta?
BASTA! Nada de metade.
Meta de vida: plenitude.
Subvalores, Subpessoas,
Subtotal?
TOTALIDADE!
Ou nada.
Joyce Rodrigues (citações de Renato Russo, Cida Sepulveda e Murillo Peres.)
2 comentários:
Muito feliz em ser citado em seu magnífico poema!!! Você é maravilhosa em sua arte. Maravilhosa no que faz quanto repassa para o mundo o seu incrível legado.
Pensamos muito parecido. Esse foi quase o layout que escolhi... Lindos textos! Depois vou voltar para comentar com mais calma, quer dizer, para transcrever o que eu já penso lendo todos esses escritos aqui. Luz! Beijos do amigo Jessé.
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