
Passada para trás volta a andar suspensa,
sem firmeza aos pés,
erguendo-se,
tropeço após tropeço...
mesclando-se... rosada, negrume, maquiavélica; inocente.
Deprimida, sob efeito de remédios, eufórica; constante.
Ela volta. Simplesmente volta.
Ao seio da mãe, à rebeldia aos queridos, à aparência para os ausentes, ao esgotamento para os sonhos.
À reconstrução da pedreira, a demolir a candura,
a zombar de si, de ti, a zombar da vida.
Como pode ela, ajudar alguém?
Como pode ela, regenerar-se?
Ela caduca e esmola todos os dias...
É metade Lilith, outra Eva, em parte Maria arrependida...
Por todos e de todas as formas foi deixada.
Nem Adão, nem Deus, nem Hades,
nem José a quer...
E agora José? Até Jesus abandonou-te?
Não há pagão, nem crente para viver com ela, para amar-lhe.
Passou pelo milho, pela palmatória, caiu do céu, subiu do inferno, afogou-se na Terra,
e agora, seu olhar flutua para dentro...
Seu pouco Corem é monótono demais
e sua parte Perséfone, pérfida em excesso...
Trancou as algemas à cama e bebeu as chaves.
Não há juiz que a absolva.
Nem suborno, nem oração.
E agora, Joana?
Mata-te.
JoYce Rodrigues.