
Se o tempo perdoasse meus deslizes,
não seria eu agora uma sala de exposições...
A sala, deveria, pelo tempo,
carregar o pó de toda uma lembrança
deixada amontoada e solitária.
No entanto, a sala, sempre limpa,
revela minhas constantes visitas e apreço pelo entulho.
Cada tijolo da casa tombada
é minuciosamente ilustrado com o óleo agridoce, que vaza do meu olhar e é semeado por meus dedos.
Minhas reflexões tentam levantar a casa,
entretanto, a equação é indecifrável.
Assim, como se todos os dias fossem de finados,
eu visito a sala velha, carcomida,
enfeitada de flores, limpa e angustiosa.
eu visito a sala velha, carcomida,
enfeitada de flores, limpa e angustiosa.
Tudo em vão.
O tempo não me perdoa
e fez de mim uma escrava eterna de suas brincadeiras de esconder e achar.
O tempo não me perdoa
e fez de mim uma escrava eterna de suas brincadeiras de esconder e achar.
Esconde as chaves
e acha em mim apenas
a sala velha com poesias mortas
porém, limpas dentro.
e acha em mim apenas
a sala velha com poesias mortas
porém, limpas dentro.
Joyce Rodrigues
3 comentários:
sala de estar de dentro
é velha sala de se estar
bem dentro
que o fora assusta e simplesmente
mente
e vai
Abraços, poetisa.
Xavier
Kerouac me recomendou e eu gostei, mesmo.
www.fotolog.com/giavilela
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